Hoje: 23 de Nov de 2017

Lira é pego de surpresa com informação de que pode assumir Casa Civil e dá detalhes de jantar com RC

O senador paraibano Raimundo Lira (PMDB) foi pego de surpresa com a informação de que pode ser indicado para assumir a Casa Civil no governo do presidente Michel Temer (PMDB), em substituição ao atual ministro Eliseu Padilha. O senador afirmou não saber “de nada” sobre a possibilidade.

Ele comentou que retornou a Brasília na tarde desta segunda-feira (12), depois de participar de atividades eleitorais em favor de seus aliados na Paraíba, e ainda não identificou a origem da informação.

“Estou chegando em Brasília agora e não estou sabendo de nada, só amigos que estão me telefonando e fazendo a mesma pergunta, mas não estou sabendo de nada. Não sei a origem dessa informação, não deu tempo ainda identificar”, explicou.

Questionado se aceitaria o cargo, caso o convite seja concretizado, ele afirmou ser precipitado se posicionar sem a confirmação da veracidade da proposta. “Eu não posso imaginar nada sobre isso, porque não tem nada objetivo. Posse ser algo que seja objetivo ou pode não ser nada, só uma notícias sem fundamento”, disse.

A especulação foi publicada no Justiça em Foco. De acordo com a matéria a demissão do advogado-geral da União, Fábio Medina Osório, na última sexta-feira (9), após desentendimentos com seu padrinho ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, foi a gota d’água para que políticos ligados a Temer que querem, mais, frequentar o Palácio do Planalto cogitassem a substituição de Padilha por Lira.

Jantar com Ricardo

O senador também comentou e deu detalhes sobre o jantar que teve com o governador Ricardo Coutinho (PSB), no sábado (10), em um restaurante na orla de João Pessoa. Segundo Lira, o cardápio do encontro foi “basicamente político” e tratou de assuntos administrativos e das eleições municipais no estado”, contou.

Ele relatou que tenta junto com o governador acelerar a concessão de recursos para obras hídricas na Paraíba e de um empréstimo através do Ministério da Fazenda. Ele afirmou ainda, que a boa relação com o governador e dissidência com o PMDB,que abriu oposição ao Governo do Estado, não interfere na sua amizade com Maranhão, nem na permanência no partido.

“Minha relação com Maranhão pessoal é muito boa, ele sabe que o meu partido, o partido do meu coração, o partido que eu sou valorizado, é o PMDB. Sou da Executiva Nacional Junto com o senador José Maranhão, então a possibilidade eventual de imaginar qualquer outra alternativa não existe. Não há qualquer arranhão na minha amizade com ele. Além da amizade, temos como foco principal da nossa atividade política o partido PMDB”, garantiu.