Hoje: 19 de Nov de 2017

Corolla 2015 básico custa o mesmo que um Fusca de 50 anos atrás

Nos últimos anos a frota brasileira de veículos, além de aumentar pela grande expansão do mercado, passou por rejuvenescimento. Mas essa tendência começou a ser revertida em 2014, quando as vendas caíram 9%, incluídos veículos pesados.

Segundo estudo do Sindipeças, a idade média de toda a frota circulante de 41,5 milhões de unidades (não confundir com números irreais do Denatran) passou de oito anos e seis meses em 2013 para oito anos e oito meses em 2014. Em 2007, por exemplo, os veículos em circulação tinham, em média, nove anos e dois meses.

Em um país que não implantou um programa nacional de inspeção técnica veicular, uma frota mais nova ajuda, em termos de segurança, pois teoricamente compensa, em parte, as falhas por falta de manutenção regular. A taxa de motorização do Brasil também parou de subir como antes: desde 2004 o número de habitantes por veículo vinha melhorando, entre 0,2 e 0,5 indivíduo por carro, anualmente.

No entanto, o índice de 5 habitantes/veículo de 2013 passou para 4,9 em 2014, indicando praticamente estagnação. Mesmo em países como Argentina e México, esse índice fica em torno de 3,5 habitantes/veículo, o que comprova que ainda estão bem à frente em termos de população motorizada. Em termos globais, estima-se que o planeta tenha, hoje, cerca de 6 habitantes/veículo. Nos EUA, esse indicador é de apenas 1,2 habitante/veículo.