Hoje: 19 de Nov de 2017

Zé Roberto deixa disputa por vagas em aberto e diz: "Não há lugar cativo"

Ao ouvir a palavra “corte”, José Roberto Guimarães muda de feição. A cada dia mais próximo da Olimpíada, o treinador sabe que precisa reduzir o time. Das 18 jogadoras que fazem parte do grupo, apenas 12 serão inscritas nos Jogos. O técnico tenta adiar ao máximo o momento de dispensar uma de suas pupilas, mas admite que logo precisará reduzir o número de opções.

Atualmente, a maior disputa está entre as centrais. Thaísa e Fabiana parecem ter a preferência do treinador. Então, Juciely, Carol e Adenízia disputam a última vaga para a posição. Além delas, Mari Paraíba ainda sonha com uma vaga entre as ponteiras, enquanto Roberta está à espera do retorno de Fabíola para saber se tem chances de ser chamada. Entre as líberos, Camila Brait parece estar à frente de Léia na disputa.

Ainda que alguns nomes pareçam certos nos Jogos, Zé Roberto, porém, diz que não há lugar cativo. O treinador abre brecha para que algum corte já seja anunciado durante o Grand Prix.

- A gente tem um número que vai deixar. A gente não vai ficar com 19, 18 jogadoras o tempo inteiro. Vamos ter que reduzir o jogo. Ainda temos muita coisa para ver. Pode ser para frente ou para agora. Vamos ver o que vamos fazer. Não dá para você dizer que tem lugar cativo. Não tem lugar cativo. Vai ter que brigar, mostrar. Tudo pode acontecer.

A situação mais desconfortável talvez seja a de Roberta. A levantadora tem entrado em todos os jogos e aparecido bem à vista de Zé Roberto. Ela, no entanto, sabe que o treinador vai esperar até o último momento por Fabíola, que deve se apresentar até o dia 19 após dar à luz ao seu segundo filho. A jogadora diz estar tranquila.

- Eu estou muito feliz. Estou completamente com a cabeça no lugar. Eu, como todas, estou torcendo pela Fabíola. Ela é uma menina com caráter incrível, batalhadora. Então, não tem nem como essa disputa ser uma coisa ruim. Sei que ela vai voltar, vai treinar. E, se estiver a postos, a decisão vai ser do Zé. É uma questão de aproveitar. É o meu primeiro ano certo na seleção, preciso aproveitar e sugar tudo o que puder daqui. É meu momento de me mostrar como atleta profissional. Se nesse ano não conseguir ficar entre as doze, para ser convocada entre as 12. Estou aqui de coração e de alma para dar o meu melhor. No fim, o Zé sabe como mexer essas peças. É muita coisa boa nas mãos dele.

O Brasil volta à quadra no domingo. No último compromisso pela primeira fase do Grand Prix, a seleção encara a Sérvia, às 10h05.

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